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Tumulto em festa de Halloween na Coreia do Sul deixa 153 mortos

A Coreia do Sul chora a morte de mais de 150 mortos em um tumulto de milhares de jovens que celebravam o Halloween na noite de sábado (29) nas ruas de Itaewon, distrito em Seul, capital do país. Pelo menos 153 pessoas morreram e outras 82 ficaram feridas em uma das piores tragédias do país, que o presidente prometeu investigar a fundo.

Reprodução: Internet

De acordo com as autoridades locais, dos 153 mortos, 20 deles são estrangeiros. Segundo o responsável pelo departamento dos bombeiros, a tragédia ocorreu por volta das 22h locais de sábado (10h em Brasília) e também deixou 82 pessoas feridas, 19 delas em estado grave. As autoridades afirmam que as vítimas foram pisoteadas após um tumulto que não se sabe exatamente como se originou. Muitas das vítimas eram mulheres na casa dos 20 anos.

Estima-se que cerca de 100 mil pessoas se reuniam em Itaewon para a maior festa de Halloween do país desde o início da pandemia. O bairro é conhecido por seus bares, clubes e restaurantes, e popular entre os jovens sul-coreanos e estrangeiros.

O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol declarou um período de luto nacional neste domingo, dizendo que o governo fará uma “investigação rigorosa” das causas e tomará medidas para “garantir” que um incidente como este “não volte a acontecer no futuro”.

Ainda não está claro o que levou a multidão a uma ladeira estreita perto do Hotel Hamilton, um local conhecido por festas em Seul. A causa da tragédia está sendo investigada. De acordo com a agência Yonhap, rumores no local indicam causas distintas. Há a suspeita de que uma multidão havia se reunido para ver uma celebridade. Outro rumor indica que doces misturados com drogas foram distribuídos em clubes locais.

Um sobrevivente identificado como Kim disse ao jornal local Hankyoreh que muitas pessoas caíram e derrubaram as outras como peças de dominó. Ele disse que ficou preso por cerca de uma hora e meia antes de ser resgatado, enquanto algumas pessoas gritavam por socorro.

Outra testemunha disse que viu cerca de cinco homens empurrando outros antes que alguns deles começassem a cair no beco, ainda de acordo com o jornal.

Mais de 1.700 funcionários foram enviados para atuar no resgate de feridos, sendo 520 bombeiros e 1.100 policiais.

O presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol emitiu um comunicado pedindo que as autoridades garantam um tratamento rápido para os feridos e reforcem a segurança dos locais onde acontece a festa.

Ele também ordenou que o Ministério da Saúde envie rapidamente equipes de assistência médica e garanta leitos em hospitais próximos para tratar os feridos.

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