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Conheça a história que inspirou o Setembro Amarelo no Brasil e no mundo

O mês de setembro é voltado inteiramente a debates e pautado na vida das pessoas, que por algum motivo se suicidam. Esse debate é abrangente, e ano após ano se mostra mais eficaz, buscando maneiras e soluções que ajudem pessoas com algum tipo de problema em sua vida social não chegue a cometer um ato contra a própria vida.

Mas você como se originou o SETEMBRO AMARELO?

A cor amarela, escolhida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para representar a campanha não foi aleatória, como muitos pensam. A decisão foi inspirada em uma história trágica e real ocorrida na década de 1990, servindo para motivar as pessoas a falarem sobre o assunto e pedirem ajuda.

A HISTÓRIA DE MIKE EMME

Mike Emme era uma rapaz apaixonado por carros e amado pela família e amigos. Morava em Westminster, no Colorado, Estados Unidos.

Imagem ilustrativa

O jovem era conhecido como Mustang Mike, pois havia comprado um modelo antigo do automóvel Ford Mustang, e trabalhou sem descanso até restaurá-lo por completo, no fim, o pintou de amarelo, criando assim seu apelido.

Mas a alegria com seu carro e o seu jeito de garoto entusiasmado com a vida, não deixou que ninguém percebesse o que verdadeiramente estava se passando.

8 de setembro de 1994, exatas 23h52, seus pais chegam em casa e se deparam com a cena que mudaria a vida de todos, para sempre. Mike Emme estava morto dentro de seu tão amado Mustang amarelo, em decorrência de um tiro. Ao seu lado, um triste bilhete dizia:

“Mãe, pai, não se culpem. Eu amo vocês. Com amor, Mike. 11:45pm”

Dale e Darlene Emme, os pais do garoto, ficaram devastados. “Se tivessem chegado sete minutos antes poderia ter evitado essa tragédia?”– questionou o casal.

Reprodução: Internet

Foi esse questionamento que motivou Dale e Darlene a ajudarem e incentivar outros jovens que estivessem passando por problemas semelhantes a procurarem ajuda. Para isso acontecer, planejaram um detalhe especial para o dia do enterro do filho, que falecera com apenas 17 anos.

No dia do supultamente de Mike, seus parentes e amigos levaram uma grande cesta: nela havia centenas de cartões e cada um estava preso a uma fita amarela, em referência e homenagem ao carro de Mike. Nos papéis, uma mensagem simples era repassada:

“Se você precisar, peça ajuda.”

Cartões oficiais disponibilizados no site Yellom Ribbon | Reprodução: Yellow Ribbon

Ao finalizar a cerimônia, todos os bilhetes estavam entregues, e para a surpresa da família, os dias seguintes foram marcados por ligações de todos os lugares. Nessas ligações, as pessoas pediam apoio e confessavam seus problemas e medos.

Foi daí que surgiu a criação da organização Yellow Ribbon (Fita Amarela, em tradução livre). Uma Ong sem fins lucrativos que promove a conscientização de doenças que era, e ainda são tratadas como tabu.

SETEMBRO AMARELO NO BRASIL

Fita Amarela: símbolo da campanha

No Brasil, o Setembro Amarelo foi criada em 2015 pelo Conselho de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiátria (ABP).

Apesar de delicado, é importante que o assunto seja conversado, e que debates de como prevenir o suicídio sejam mais frequentes. Segundo dados da OMS, a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio em algum lugar do mundo. Isso significa que em um anos, 800 mil pessoas perdem a vida desta forma.

De acordo com a OMS, o suicídio é a segunda principal causa de morte de pessoas entre 15 e 29 anos de idade. Segundo o CVV, 32 brasileiros morrem por dia, vítimas do suicídio. O Ministério da Saúde aponta que as mulheres tentam mais suicídio do que os homens. 90% dos suicídios podem ser prevenidos, segundo a OMS.

As causas do suicídio são variadas e, segundo o CVV, especialistas identificam transtornos mentais na maior partes das pessoas que se suicidam ou que tentam fazê-lo. Dentre os principais transtornos observados, destacam-se a depressão na forma simples, a depressão na forma bipolar, a dependência química e a esquizofrenia.

Entretanto, não podemos afirmar que todas as pessoas que cometem suicídio apresentam esses transtornos. Muitas vezes, o suicídio acontece de maneira impulsiva diante de algumas situações inesperadas da vida, como final de relacionamentos, perda de pessoas queridas, abusos ou mesmo crises financeiras. O suicídio também é comum em pessoas que sofrem discriminação, como refugiados, imigrantes, gays, lésbicas, transgêneros e intersexuais.

VOCÊ PRECISA DE AJUDA? 180 é o número gratuito do CVV, que da apoio emocional e atua na prevenção do suicídio. O telefine funciona 24 horas por dia e todos os dias da semana.

Por: André Santos | @dehsantos.oficial

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