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Corrupção no Governo Federal: entenda o escândalo da compra superfaturada da vacina Covaxin

A CPI da Covid ouviu nesta sexta-feira, 25, o depoimento do Deputado Federal Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão Luis Ricardo Mirando, servidor do SUS e de logística do Ministério da Saúde.

Durante o depoimento, o Deputado Federal disse que seu irmão foi demitido após denunciar ao MPF um esquema de corrupção, envolvendo o processo de compra da vacina indiana Covaxin.

Mas para chegar até este depoimento, houve um gatilho: nesta semana, o Governo Bolsonaro fechou um contrato por intermédio de terceiros para a compra da Covaxin.

O caso ganha notoriedade quando a informação de que a compra foi fechada em aproximadamente três meses, tempo rápido, uma vez que, o Governo rejeitou as ofertas da Pfizer no final do ano passado. Mas algo ainda maior chamou atenção, os valores apresentados para a compra das vacinas é mil porcento acima da proposta inicial.

CORRUPÇÃO NO GOVERNO FEDERAL: VACINA SUPERFATURADA

A denúncia sobre a suposta corrupção dentro do Governo Federal não é feita pela oposição ou qualquer outro adversário de Bolsonaro, o caso é denunciado pelo Deputado que é apoiador da gestão e de seu irmão, que é servidor do SUS.

O servidor que presta serviços ao SUS por mais de 10 anos, informou ao Ministério Público Federal e ao próprio Presidente Bolsonaro que estava sendo pressionado a acelerar a compra da vacina Covaxin, mesmo contendo diversas fraudes contratuais para favorecer a Precisa Medicamentos, empressa essa que intermedia a importação.

A CONTA NÃO FECHA

Um ponto na compra das vacinas chama atenção: o Governo Federal fechou a compra das doses do imunizante por um preço superfaturado, 1.000% acima da proposta inicial feita pelo laboratório indiano Barath Biontech, detentora da fabricação do imunizante. A negociação fechou em 1,6 bilhão para comprar 20 milhões de doses.

Com este valor, o Governo Bolsonaro conseguiria ter comprado aproximadamente 28 milhões de doses da Pfizer, que tem eficácia comprovada superior a Covaxin e, possui tecnologia avançada. A tramitação com a Pfizer que não se chegou a um acordo durou exatos 330 dias, tempo superior ao da vacina indiana, que teve acordo fechado em 97 dias.

FORA DO PRAZO

O valor de 1,6 bilhão está congelado para o pagamento do imunizante indiano, comportando as 20 milhões de doses qie deveriam ser entregues até o dia 6 de maio, porém, até o momento o país não recebeu nenhuma dose.

A Precisa Medicamentos, mesmo em atraso, pediu para que 222 milhões de reais fossem antecipados, o que não estava previsto no contrato, mesmo assim, a alta cúpula do Ministério da Saúde pressionou para que o valor fosse pago, o que não aconteceu devido a recusa do seevisor Luis Ricardo Miranda.

COFRES DE CINGAPURA

Por final, mas não menos importante, o valor que seria pago pelos imunizantes seria depositado, segundo nota fiscal, em cofres de uma empresa que não constava em contrato e esta sediada em Cingapura.

Um dos sócios da Precisa Medicamentos é Francisco Maximiano, também presidente da Global Gestão em Saúde, empresa que responde a fraudes e desvios de dinheiro público destinado a saúde.

Por: André Santos | @dehsantos.oficial

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